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Inteligência artificial é um novo marco para a indústria farmacêutica

24 MAI 2018 - 00H00 | ATUALIZADA EM 24 MAI 2018 - 19H10

Palestrante da terceira edição do Simpósio FCE–ACFB/ANF de Inovação Farmacêutica, o Professor Dr. da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Stephano, falou sobre o uso da inteligência artificial na indústria farmacêutica. Stephano abordou o tema e suas aplicações no desenvolvimento de novos fármacos, na caracterização de doenças e também na prospecção do processo de vacinação.

“A inteligência artificial está aí para mudar profissões e os diagnósticos. Em um futuro próximo, não precisaremos mais de médicos, poque por uma simples foto, pelo globo ocular, uma máquina será capaz de identificar o seu problema e indicar o remédio ou o exame adequado”, explica. Ele também destacou a importância de um evento como a FCE Pharma, que permite unir toda cadeia da indústria farmacêutica em um encontro que associa conhecimento e conteúdo de qualidade.

Logística para hospitais e farmacêuticas é destaque no pavilhão da FCE Pharma
Empresas de logística hospitalar e farmacêutica compuseram um segmento importante da FCE Pharma. Entre as companhias, a World Courier elogia a qualificação do público, que procurava soluções para transporte de medicamentos, vacinas e outros itens que exigem cadeia fria. "O público compreende e tem foco em nosso nicho de mercado. Dessa forma, o número de leads tem sido muito interessante. Esse mercado está crescendo e as empresas estão investindo. A diversidade do país faz do Brasil um local interessante", comenta Estela Arévalo, diretora de Vendas para América Latina da World Courier.

O Grupo Polar chamou atenção do público com lançamentos como as bolsas térmicas estilizadas, e produtos como a caixa rígida para transporte. A parceria com a DuPont, criadora do nãotecido Tyvek®, também gerou interesse nos visitantes. "A visitação tem sido intensa, e estamos fazendo contatos tanto por conta dos lançamentos da linha de lazer e para medicamentos", avalia a coordenadora de Marketing do expositor.

Estreando nos estandes, a BioTransportes também considerou o evento aquecido para o segmento de logística. "Tem sido interessante para o networking - comenta a gerente comercial Daniela Brandão - nossos clientes têm vindo à feira buscar insumos”. Entre os serviços da companhia, estão a coleta e entrega 365 dias por ano, 24 horas por dia, para qualquer cidade do país; e serviço de entrega "on board" para qualquer lugar do mundo, além do "bio hand carry", que certifica que existe um passageiro a bordo, transportando o material.

Rodada Abiquifi reúne fornecedores brasileiros com Turquia, Arábia Saudita e Irã
A FCE Pharma recebeu nos dias 22 e 24 de maio rodadas de negócio organizadas em parceria da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Foram realizadas reuniões com compradores potenciais da Turquia, Arábia Saudita e Irã.

Analista de P&D da JP Farma/Olidef Medical, Jean Nogueira da Silva explica que essa é a primeira rodada Abiquifi de que participam, e a expectativa é boa. "Ainda não exportamos para fora da América do Sul". Diretora de Inovação do Grupo Centroflora, Cristina Ropke compartilha da opinião do colega. “Participamos de rodadas em diferentes âmbitos da empresa. Sou responsável pela parte de biotecnologia, e essa é a primeira rodada para meu segmento. O grupo ainda não exporta para essa região do mundo, mas de forma geral as rodadas de negócio da Abiquifi são sempre proveitosas para nós”.

Indústria 4.0: Empresas trazem à FCE Pharma tecnologia mais sofisticada para indústria farmacêutica
O futuro é hoje – e as provas disso estão na FCE Pharma, que aconteceu no São Paulo Expo de 22 a 24 de maio, e trouxe o que há de mais atual – e impressionante – na tecnologia para servir ao ramo e otimizar seus processos de produção. Estamos falando do sistema da Indústria 4.0.

A Bosch, por exemplo, trouxe um software que complementa máquinas já instaladas, sejam as da Bosch ou de terceiros. O programa facilita que máquinas informem imediatamente possíveis problemas internos. “O software mede a eficiência da máquina, analisa a quantidade de produção e a qualidade dos produtos e dá dados a respeito de falhas”, contou Liziane Magalhães, Assistente de Marketing da Bosch.

“Ela aciona um alarme e, imediatamente, você consegue resolver o problema embasado em informações dadas pela própria máquina. De 20 em 20 dias, você faz uma manutenção e, se a máquina precisar de uma, te avisa antes de falhar”. Já a Pollux trouxe uma máquina de rastreabilidade e serialização e, como principal destaque, os robôs colaborativos. “Eles são uma grande tendência da Indústria 4.0. Podem trabalhar lado a lado com pessoas, como operadores, o que é praticamente um símbolo da Indústria 4.0”, disse Guilherme Ferreira, Gerente de Marketing da empresa.