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Promáquina trará ao mercado brasileiro a primeira máquina de envase com sistema IPC do País

17 ABR 2019 - 00H00 | ATUALIZADA EM 17 ABR 2019 - 15H52

Abril, 2019

A coluna mensal ‘Conversa de Mercado’ tem como objetivo trazer os mais recentes investimentos e movimentações do setor, aumentando o conhecimento sobre os concorrentes, especulações de mercado e ações das principais companhias.

Este mês, apresentamos Marcelo Martin Pettinaroli, vice-diretor comercial da Promáquina, empresa nacional, desenvolvedora de tecnologia de alta performance em linhas de envase e fechamento para os segmentos Farmacêutico, Cosmético, Químico, Alimentício e de Bebidas.

Marcelo Martin Pettinaroli

O executivo é formado em Engenharia Mecânica pela Fatec e pela Universidade Braz Cubas e faz parte do time comercial da Promáquina há 23 anos, sendo hoje vice-diretor da divisão.

Entrevista

Quais são as expectativas para 2019? Possuem investimentos em vista?
Nossas expectativas estão ótimas! Acreditamos que com o novo governo, nós e o país irão melhorar muito, destravando a economia e aquecendo diversos mercados, entre eles, o nosso.

Esse ano pretendemos investir em novos produtos como em novos equipamentos para linha de envase asséptica, como colírios e injetáveis humano e veterinário.

Projetam crescimento para esse ano? De quanto?
Projetamos crescimento de 5%.

O que esperam do mercado farmacêutico este ano?
O ano passado já foi muito positivo para nós e acreditamos que esse ano continuará com uma boa linha de crescimento. Muitos de nossos clientes que estavam segurando alguns investimentos e compras, desde 2018, decidiram fechar novos negócios, seja na compra de máquinas, que já possuem um alto valor agregado, seja na parte de serviços que oferecemos, como revisão e manutenção de maquinário.

Qual o carro chefe da Promáquina?
Linhas de envase para líquidos, gotas e produtos líquidos em geral para os segmentos farmacêutico, suplementar, cosmético e veterinário.

Quais as principais soluções que a empresa oferece ao mercado farmacêutico?
Linhas completas para envase de líquidos.

Podemos já ver a influência da indústria 4.0 no setor de máquinas?
Acreditamos que no exterior essa corrente está mais avançada, mas aqui no Brasil ainda é uma realidade um pouco distante. Isso porque para se instalar uma máquina com tecnologia 4.0 em uma fábrica, por exemplo, é necessário uma série de adaptações, não que isso não seja possível, mas requer um bom planejamento. Nós, inclusive, oferecemos maquinário com essa tecnologia, caso o cliente ache que está pronto para isso. Vai variar muito também dos objetivos de cada empresa. Será uma transição, por enquanto, acho que é uma coisa mais a longo prazo.

A produção de vocês é nacional ou importada?
Nossa produção é 90% nacional, apenas algumas peças são importadas de outros países.

Operam em outros países? Qual é a representação do Brasil frente a eles?
Sim, 15 % de nosso faturamento são provenientes de outros países. Exportamos para toda a América do Sul, América Central e alguns países da Europa.

Como o mercado farmacêutico está demandando no setor de máquinas? O que pode ser melhorado?
Recebemos muitas demandas para produção customizada de maquinário, atendendo particularidades de cada cliente. Uma das novidades que estamos produzindo, muito por ter recebido essa demanda, é uma máquina com tecnologia IPC – que é uma sigla em inglês para “Instruções por ciclo” e faz referência a quantas operações um processador consegue desenvolver a cada ciclo. Essa máquina consegue fazer um controle de estatística online, ou seja, sem operador. A tecnologia consegue avaliar se o envase está correto e quanto de produto está sendo envasado. Ela faz toda a rastreabilidade do produto, assim conseguimos saber se ela está embalando por igual, e sem interferência humana. É um produto inédito no Brasil e devemos entregar ao mercado em julho deste ano.