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Conversa de Mercado: Pollux aposta em robótica colaborativa e internet industrial para o desenvolvimento do setor farmacêutico

Novembro, 2018

A coluna mensal ‘Conversa com o Mercado’ tem como objetivo trazer os mais recentes investimentos e movimentações do setor, aumentando o conhecimento sobre os concorrentes, especulações de mercado e ações das principais companhias.

Este mês, apresentamos José Rizzo Hahn Filho, fundador e CEO da Pollux. Fundada há 22 anos, é considerada como a empresa de tecnologia industrial mais inovadora do Brasil, com mais de mil projetos implementados. A sede da companhia fica na cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina. Dentre as tecnologias que oferecem, estão a robótica móvel e colaborativa, linhas de montagem, sistemas de visão e internet industrial.

José Rizzo Hahn Filho
Fundador e CEO da Pollux, José Rizzo é formado em engenharia mecânica pela Iowa State University e atua na área de automação industrial há 25 anos. Representa a companhia e o país em diversos fóruns mundiais de tecnologia, como o Industrial Internet Consorcium nos EUA e Indústria 4.0 na Alemanha. Com o título Ernst & Young de Empreendedor do Ano e selecionado pela Endeavor, Rizzo apoia fortemente as causas do empreendedorismo e da inovação no Brasil. É atualmente o Presidente da Associação Brasileira de Internet Industrial – ABII.

Entrevista
Como está sendo 2018 para vocês? Já conseguem projetar crescimento? De quanto (%)?
O ano de 2018 tem sido excelente. Nós conseguimos alcançar nossa meta de dobrar de tamanho por uma série de iniciativas tomadas, que incluíram o início da internacionalização da empresa com a abertura de um novo escritório, no México.

Qual é o carro forte da Pollux?
O nosso carro chefe é o fornecimento de tecnologia de ponta com forte suporte local. O diferencial é o suporte local. Dentre as tecnologias que oferecemos estão a robótica móvel e colaborativa, linhas de montagem, sistemas de visão e internet industrial.

Quais as soluções que a Pollux oferece ao mercado farmacêutico?
No setor farmacêutico oferecemos soluções de inspeção automática, tecnologia de rastreabilidade e automação de final de linha, através de robôs colaborativos e móveis.

Quais tecnologias destacam que podem auxiliar no desenvolvimento desse setor?
O propósito da Pollux é aumentar a competitividade da indústria por meio de soluções de manufatura avançada, robótica colaborativa e internet industrial para tornar as fábricas mais produtivas, eficientes e inteligentes, favorecendo que a indústria vença em um cenário global cada vez mais acirrado. Para o futuro, a solução de rastreabilidade de medicamentos da Pollux é uma das mais competitivas do mercado por conta dos equipamentos serem produzidos nacionalmente e oferecidos nas modalidades de locação ou financiamento através do BNDES. Termos essa produção nacional é importante porque equipamentos de fora não são financiados pelo BNDES.

A produção de vocês é nacional ou importada? Ou os dois?
A rastreabilidade e engenharia são tecnologias nacionais e os robôs e sistemas de visão são importados.

Operam em outros países? Se sim, quais?
Nós também operamos na Argentina, Colômbia, Equador e México.

Como é a expressividade do Brasil frente a outros países?
O Brasil ainda representa a maior parte dos negócios, mas temos perspectiva de aumentar nossa atuação em outros países, pois percebemos que a exportação vem crescendo a cada ano.

Vocês estão presentes em todas as regiões do Brasil?
Atendemos todo o Brasil e estamos presentes com mais força nos principais polos industriais do País.

Acreditam que o setor farmacêutico obteve melhoras esse ano?
O setor farmacêutico, como a maior parte dos outros setores industriais, teve um ano de espera e acompanhamento da situação política e econômica e a partir do ano que vem acredito que ele deva crescer.

Destacam alguma tendência interessante para o próximo ano e que vocês já estão investindo?
Eu acho que é aceleração da introdução das tecnologias de rastreabilidade dos medicamentos, conforme previsto no cronograma da Anvisa. Nós estamos preparados para atender a demanda do setor e acreditamos que será um ótimo ano para as empresas que atuem direta ou indiretamente neste segmento.

Quais foram os lançamentos em 2018? Como funciona o calendário de lançamentos de vocês?
Além dos robôs colaborativos e móveis, nós começamos a investir recentemente em uma nova categoria que são os Robôs Móveis Autônomos – AMR. Essa nova categoria é utilizada, principalmente, no processo de intralogística. Eles podem fazer o transporte interno de materiais de embalagens e produtos acabados de forma automática. O robô faz o seu próprio caminho e consegue, inclusive, desviar de obstáculos fixos e móveis, como pessoas andando pela fábrica. Podemos dizer que o AMR é a evolução do AGV, que é um carrinho que precisava de um trilho e tinha um percurso fixo a seguir. Como esse novo robô, a empresa ganha mais flexibilidade e possibilidades de aplicações.

Quais outros nichos vocês atendem?
Atendemos nichos como cosmético, saúde e bens de consumo, que se correlacionam com o farmacêutico e setores de bens duráveis como automotivo e eletrônica.

Quais foram os últimos investimentos da empresa? Abriram novas fábricas ou escritórios?
Abrimos recentemente um laboratório avançado de Sistemas de Visão que está localizado na sede da Pollux, em Joinville, e iniciamos operação com escritório no México.