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Nanotecnologia na indústria farmacêutica

A INSERÇÃO DO BRASIL NO PANORAMA GLOBAL DE INOVAÇÃO EM NANOFARMACÊUTICOS

A nanotecnologia apresenta-se como um segmento científico polivalente e promissor, com a possibilidade de transformar distintas áreas do conhecimento e reestruturar cadeias produtivas, tais como, a área da saúde, alimentos, medicamentos, materiais, agricultura, têxtil, eletrônica, entre outras. A utilização de nanotecnologia para a indústria farmacêutica está em evidência por se tratar de uma inovação que possibilita resultados mais eficazes no papel dos fármacos. Sendo assim, a FCE Pharma trouxe os especialistas Bruno Germani Fialho, Gelson Eduardo Dalle Nogare, Janis Elisa Ruppenthal para explicar um pouco mais sobre esta nova tecnologia no setor farmacêutico.
FCE Pharma: Quais são os benefícios de usar a nanociência em medicamentos?
As atividades de pesquisa e desenvolvimento em nanociência e nanobiotecnologia permitem a utilização de materiais no corpo humano, o que os torna específicos e seletivos para cumprir funções determinadas. Propriedades como diâmetro subcelular, capacidade de liberação controlada, susceptibilidade de ativação externa, entre outras, fazem dos sistemas e dispositivos nanobioestruturados, elementos portadores de futuro nas ciências médicas, especialmente na área farmacêutica.
FCE Pharma: Qual é o parâmetro atual de patentes de medicamentos desenvolvidos com nanotecnologia?
Uma análise mostra que houve uma redução do número de publicações de patentes ao longo dos últimos seis anos. Isso significa que a tecnologia entrou em estágio de maturidade. A nanotecnologia continua amplamente difusa no mercado e a sua competitividade também permanece alta, transformando-a em uma tecnologia chave. As tecnologias chaves são definidas por estarem em uma posição central da base de conhecimento, tendo a função de uma fonte de novidade.
FCE Pharma: O Brasil também está investindo em nanociência em fármacos?
O Brasil tem apresentado avanços consistentes no desenvolvimento de importantes ações em ciência, tecnologia e inovação, com resultados concretos refletidos na produção científica, tecnológica e formação de recursos humanos em áreas consideradas estratégicas, como é o caso da nanotecnologia e da nanociência. Nesse contexto, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com o objetivo de fomentar a Iniciativa Nacional de Inovação em Nanotecnologia (INI - nanotecnologia) realizaram estudo com vista a fornecer a estruturação legal para o setor, com o estabelecimento de diretrizes e ações vinculadas ao desenvolvimento das aplicações de nanotecnologias apontadas como as mais promissoras e estratégicas para o Brasil.
FCE Pharma: Quais são as empresas que mais utilizam a nanotecnologia em medicamentos?
As multinacionais como a Pfizer, a L’Oreal e a Novartis, lideram o ranking de publicações, seguidas por GlaxoSmithKline, Hoffman La Roche, Aventis Pharma, Genentech, entre outras.

FCE Pharma: Quais são os países que mais investem em nanociência em fármacos?
O maior número de patentes vem dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Austrália, Alemanha e Brasil. Para estudos futuros, o mesmo estudo poderia ser feito em países dos BRICS, pois seria interessante comparar o Brasil com países do mesmo grupo. Pois são países que apresentam um alto potencial de crescimento.
FCE Pharma: Qual é a posição do Brasil em relação ao mercado mundial?
O Brasil possui pesquisa na área, porém se comparar com o número de patentes publicadas, percebe-se que o domínio estrangeiro é indiscutível, pois é encabeçado por grandes multinacionais dos setores farmacêutico e cosmético que investem pesado em P&D. No Brasil, espera-se que o país ocupe em médio prazo, uma posição competitiva favorável em tópicos específicos, como aplicações em agricultura, imageamento molecular e materiais nanoestruturados biocompatíveis para aplicações em diversos campos da medicina.
Autores: Bruno Germani Fialho, Gelson Eduardo Dalle Nogare e Janis Elisa Ruppenthal
FONTE: www.revistageintec.net/portal/index.php/revista/article/view/503/718